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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Ano novo, velhos pensamentos...

"Entre os homens cultos, a ciência substituirá a religião"

A obra sanificadora da ciência tem de ser gradual
. Nenhum homem de ciência quer «revolucionar», reformar de repente. 

Aquilo a que é costume chamar «os maus resultados de tirar a crença ao povo» não é senão uma estigmatização perfeitamente justa dos métodos de cérebros mal-educados na ciência que cometeram o duplo erro de julgar que se pode arrancar uma crença a um povo de repente, e de lhe ir pregar absurdos como o que de que «Deus não existe» e «não há imortalidade da alma» - coisas que ninguém sabe se há ou não há, e sobre as quais a ciência não tem voz nem decisão. 

 Quantas gerações não serão precisas para a libertação, pela ciência, de um povo? Se ainda não foi possível a libertação, pela ciência, dos homens da ciência, e da gente culta! 

 Não se deve ir abalar a crença a um ignorante. Deve-se instruí-lo. A instrução lhe abalará a crença. E se não lha abalar é que ela está ainda arreigada de mais para poder ser abalada. Fica para outra geração. 

 É mesmo duvidoso se se deva proibir o ensino religioso. Deve criar-se uma atmosfera de cultura científica que o vá lentamente fazer caducar. A ciência, não um legislador científico, não pode proceder violentamente contra uma religião, por 3 razões: (1) porque não sabe em absoluto se ela é errónea, ou, pelo menos, inteiramente errónea; (2) porque os processos de propaganda da ciência são incompatíveis com violências, próprias só dos fanáticos religiosos que há entre os homens de ciência, que fazem da ciência uma religião; (3) porque toda a violência levanta uma reacção.

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