Einstein, apesar de ser ateu, era profundamente religioso.
Um ateu pode ser objetor de consciência?
A existência de um deus pessoal é um tipo bastante exótico de facto científico.
O panteísmo é um ateísmo com ar sexi...
O fascínio do belo na natureza depende do facto de ter sido a Natureza, e não a inteligência ou o engenho humanos, a produzi-lo.
A liberdade religiosa consagrada em tantos diplomas legais implica a liberdade de ser ateu ou ateísta religioso?
Quando disseram a Woody Allen que ele viveria na sua obra, ele respondeu que preferia viver no seu apartamento.
A teoria quântica está cheia daquilo que poderia ser considerado um milagre - podemos imaginar algum tipo de matéria mental
distintiva de um ser humano em particular, e diferente para cada ser humano, ser constantemente emanada pelo seu cérebro para o espaço, e cuja soma, em inumeráveis quanta independentes, sobrevivesse à morte desse cérebro. Uma alma bizarra mas natural?
E o que aconteceria a seguir?
A intriga gira em torno da família Karamázov, uma representação complexa da sociedade russa do século XIX . O patriarca, Fiodor Karamázov, um homem corrupto e egoísta, é assassinado e os seus três filhos, Dmitri, Ivan e Aliocha, com diferentes visões do mundo, são julgados
A intriga gira em torno da família Karamázov, uma representação complexa da sociedade russa do século XIX . O patriarca, Fiodor Karamázov, um homem corrupto e egoísta, é assassinado e os seus três filhos, Dmitri, Ivan e Aliocha, com diferentes visões do mundo, são julgados
Propõe uma reflexão sobre a condição humana, deixando o leitor interrogar-se sobre várias questões existenciais.
“O centro do livro é o louco de Deus, o Papa. Outro protagonista sou eu, o louco sem Deus. A realidade presenteou -me um milagre para o epílogo do romance”.
Se amas a Deus porque sim e ages em conformidade,´... se és um louco de Deus de semelhante calibre, nesse caso estou disposto a admitir que a ética cristã não é inferior à ateia ( e que pode mesmo ser superior) . Mas só neste caso.
«Muitas vezes invejei as pessoas que, como a minha mãe ou os missionários — os loucos de Deus deste livro —, têm uma fé autêntica: invejei a força e a serenidade que a fé proporciona. Mas a fé não é uma questão de vontade: ou se tem ou não se tem. Eu tive e perdi e, embora agora gostasse de a recuperar, não saberia como fazê-lo»
Sou ateu. Sou anticlerical. Sou um laicista militante, um racionalista obstinado, um ímpio inveterado. Mas aqui estou, viajando em direção à Mongólia com o velho vigário de Cristo na Terra, disposto a interrogá-lo acerca da ressurreição da carne e da vida eterna. Foi para isso que embarquei neste avião: para perguntar ao Papa Francisco se a minha mãe verá o meu pai depois da morte e para lhe levar a sua resposta. Eis um louco sem Deus perseguindo o louco de Deus até ao fim do mundo.
A sinodalidade é importante para o papa Francisco porque ele não é , não quer ser um monarca absoluto. E, por isso, não pode ser expedito e apagar tudo o que não lhe agrada, todos os setores conservadores(...) o papa respeitou a opinião do sínodo e, em vez de fazer o que talvez quisesse, não o fez.
A ética ateia é autónoma: ; basta-se a si própria; a ética cristã é heterónoma: exige uma justificação exterior( um prémio ou um castigo).O ateu age corretamente porque agir corretamente é melhor do que agir mal: é no próprio facto de agir corretamente, aqui, no terreno, que o ateu encontra a sua recompensa; o cristão age corretamente porque agir corretamente lhe proporciona no além ultraterreno um benefício insuperável: a visão de Deus, a ressurreição da carne e a vida eterna.( ...)Se amas a Deus porque sim e ages em conformidade,´... se és um louco de Deus de semelhante calibre, nesse caso estou disposto a admitir que a ética cristã não é inferior à ateia ( e que pode mesmo ser superior) . Mas só neste caso.
“A cara da minha mãe é um labirinto indecifrável de rugas; ela não parece satisfeita: parece estupefacta pela magnitude ou pela natureza do que acaba de ouvir, talvez incapaz de o assimilar com o seu cérebro minguante, cada vez mais carcomido pela doença. Observando-nos alternadamente, ao papa e a mim, a minha mãe repete:
-Com toda a certeza. (...) Com toda a certeza...Que coisa, não é verdade?”. "Um livro que vale muito a pena e que nos faz refletir sobre questões fundamentais que, ultrapassando a religião enquanto instituição, nos fazem pensar no nosso papel no mundo e o que é verdadeiramente ser religioso, ateu ou anticlerical. Mais do que um relato centrado nas figuras do escritor e do Papa Francisco, e que de si já era extraordinário, se pensarmos na sorte que temos em ler aqueles diálogos entre membros do Vaticano e da Igreja, mas também de conhecer melhor a personalidade de Francisco, compreendendo o seu lado humano, "pecador"; esta é uma obra que mostra o que é a entrega da vida a Deus, como acontece com os missionários na Mongólia, de que é exemplo o padre Ernesto; uma obra sobre o que existe para além da vida e, acima de tudo, o que é o amor, o altruísmo e a fé. Há passos marcantes, como a conversa de Cercas com Tolentino, os vários diálogos sobre o celibato e a pedofilia, as histórias dos missionários e aspetos interessantes da biografia de Francisco. Há também uma escrita mais literária do que seria expetável, o que ajuda o leitor a acompanhar cada momento da viagem física e espiritual de Cercas de uma forma mais atenta e aprazível. No fim do livro, há igualmente a bondade, mostrando que esta é a qualidade mais importante em cada ser humano. Talvez esse seja o maior ensinamento que o livro de Cercas nos deixa e que marca o pontificado do Papa Francisco, a sua bondade. " Vanda Balão
-Com toda a certeza. (...) Com toda a certeza...Que coisa, não é verdade?”. "Um livro que vale muito a pena e que nos faz refletir sobre questões fundamentais que, ultrapassando a religião enquanto instituição, nos fazem pensar no nosso papel no mundo e o que é verdadeiramente ser religioso, ateu ou anticlerical. Mais do que um relato centrado nas figuras do escritor e do Papa Francisco, e que de si já era extraordinário, se pensarmos na sorte que temos em ler aqueles diálogos entre membros do Vaticano e da Igreja, mas também de conhecer melhor a personalidade de Francisco, compreendendo o seu lado humano, "pecador"; esta é uma obra que mostra o que é a entrega da vida a Deus, como acontece com os missionários na Mongólia, de que é exemplo o padre Ernesto; uma obra sobre o que existe para além da vida e, acima de tudo, o que é o amor, o altruísmo e a fé. Há passos marcantes, como a conversa de Cercas com Tolentino, os vários diálogos sobre o celibato e a pedofilia, as histórias dos missionários e aspetos interessantes da biografia de Francisco. Há também uma escrita mais literária do que seria expetável, o que ajuda o leitor a acompanhar cada momento da viagem física e espiritual de Cercas de uma forma mais atenta e aprazível. No fim do livro, há igualmente a bondade, mostrando que esta é a qualidade mais importante em cada ser humano. Talvez esse seja o maior ensinamento que o livro de Cercas nos deixa e que marca o pontificado do Papa Francisco, a sua bondade. " Vanda Balão



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